Moinhos de Vento





Novamente acordo em meio à noite
Acossado por essa lucidez involuntária...
Meus dois únicos amigos; meus braços,
Hoje não podem me aquecer.
Queria estar dormindo­, quem sabe
Sonhasse com os áureos tempos de minha infância?
Tempos não tão hostis quanto os d’agora.
Porém mascarados pela venda da inocência
Que fora usurpada de mim
Quando o mundo cobrou-me consciência.
Volto a nutrir grande desdém pelo mundo,
Enfureço- em vão e ao final percebo
Que venho sendo nada mais que um Dom Quixote
Lutando contra meus moinhos de vento.



Madrugada De 21/09/2011
 

Que a poesia transforme o mundo





Abra as cortinas, deixe que a realidade entre,
Talvez lágrimas surjam quando você se deparar com a verdade.
Não é de simples problemas que falo,
Tampouco de meras questões existenciais.
Adoro as flores, os pássaros e as nuvens,
Porem toda a sua beleza me toca menos,
Que todo o sofrimento que está em contraste com ela.
Mesmo repousando em campos floridos,
Não sou capaz de ignorar os que habitam áridos desertos.
Sei que recusar-se a comer, enquanto os outros passam fome não é a saída,
Porem ignorar tais circunstâncias só agrava o problema.
Só peço aos que escrevem sobre o calor do sol,
Que não se esqueçam dos que são molestados pelo frio.
E aos que confortam nossos corações com lindos versos,
Que não se esqueçam de levar alento,
Àqueles que mais precisam de esperança.

O Semeador



Por que estás triste?
Acorde!, veja que dia feio está lá fora!
Ele poderia estar belo, mas não está.
Eu poderia ter milhões... Milhões de milhos.
Só que não plantei.
Então... Por que está triste?
Não há motivos pra isso.
Não há motivo pra nada.
Há sentido em tudo.
Não na lágrima derramada.
Então, por que choras?
Ria! Ria como um louco.
Depois chore....
Mas chore como um bebê arrancado
À força do se ventre amado.

Sobre o autor

“Escrevo pela simples necessidade de sentir meus próprios sentimentos e ouvir meus pensamentos que vagam sem ressonância neste mundo de surdos. Eu escrevo pra tentar compreender a mim mesmo, não para responder questões às quais nunca saberei a resposta.(Roberto Codax)

Roberto Codax. Tecnologia do Blogger.