Moinhos de Vento





Novamente acordo em meio à noite
Acossado por essa lucidez involuntária...
Meus dois únicos amigos; meus braços,
Hoje não podem me aquecer.
Queria estar dormindo­, quem sabe
Sonhasse com os áureos tempos de minha infância?
Tempos não tão hostis quanto os d’agora.
Porém mascarados pela venda da inocência
Que fora usurpada de mim
Quando o mundo cobrou-me consciência.
Volto a nutrir grande desdém pelo mundo,
Enfureço- em vão e ao final percebo
Que venho sendo nada mais que um Dom Quixote
Lutando contra meus moinhos de vento.



Madrugada De 21/09/2011
 

Que a poesia transforme o mundo





Abra as cortinas, deixe que a realidade entre,
Talvez lágrimas surjam quando você se deparar com a verdade.
Não é de simples problemas que falo,
Tampouco de meras questões existenciais.
Adoro as flores, os pássaros e as nuvens,
Porem toda a sua beleza me toca menos,
Que todo o sofrimento que está em contraste com ela.
Mesmo repousando em campos floridos,
Não sou capaz de ignorar os que habitam áridos desertos.
Sei que recusar-se a comer, enquanto os outros passam fome não é a saída,
Porem ignorar tais circunstâncias só agrava o problema.
Só peço aos que escrevem sobre o calor do sol,
Que não se esqueçam dos que são molestados pelo frio.
E aos que confortam nossos corações com lindos versos,
Que não se esqueçam de levar alento,
Àqueles que mais precisam de esperança.

Sobre o autor

“Escrevo pela simples necessidade de sentir meus próprios sentimentos e ouvir meus pensamentos que vagam sem ressonância neste mundo de surdos. Eu escrevo pra tentar compreender a mim mesmo, não para responder questões às quais nunca saberei a resposta.(Roberto Codax)

Roberto Codax. Tecnologia do Blogger.