O descontentamento de Cervantes




O que foi feito do homem de outrora
Grande sonhador e hoje desiludido
O que fizeram ao menestrel errante
Que já teve muitas glórias e hoje é esquecido

Onde estão os gigantes temidos
Que outrora derrotaste com teu escudeiro amigo
Hoje só enxergas os moinhos de vento
E tua lucidez te tirou todo o sentido

Hoje te sentes decrépito e impotente
E se outrora venceste, hoje é vencido
O que te fizeram ó velho Quixote
Que hoje aí sentado não te aventuras mais?

Com que mordaça sufocaram teu grito
Que já não ouvimos o velho loquaz?
Com que promessas iludiram teu espírito
Que os teus loucos sonhos deixaste para traz?

Hoje te encontras com o olhar absorto
Tua cadeira é um cavalo morto
Que já não te leva pra frente nem pra traz.

2 comentários:

Carlos Miranda 30 de outubro de 2013 13:59  

olá roberto...
sabes que definiste o que acontece, por vezes comigo, com uma grande maioria de músicos, sempre...
somos esquecidos... temos lembranças... cantando amor levamos a vida e palco, roberto, é vida para o artista...
mas tenho um consolo, palavras de minha esposa ivanete:
"não chore amor, pois tu tens bons momentos para recordar; pense nos que hoje vivem sem terem algo tão bom como tuas lembranças..."
beijos em teu poético coração...

Roberto Codax 16 de novembro de 2013 05:51  

Sei bem nobre amigo, eu já tive algumas bandas até me desiludir, aí decidi me dedicar apenas à poesia mesmo.

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Sobre o autor

“Escrevo pela simples necessidade de sentir meus próprios sentimentos e ouvir meus pensamentos que vagam sem ressonância neste mundo de surdos. Eu escrevo pra tentar compreender a mim mesmo, não para responder questões às quais nunca saberei a resposta.(Roberto Codax)

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